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Cities of Last Things | Crítica e Review do filme da Netflix

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A Netflix disponibilizou o filme Cities of Last Things. Apesar de chegar no catálogo brasileiro como “filme original”, o longa foi lançado em 2018. Com o serviço, o filme tem a possibilidade de percorrer o mundo. Talvez a trama seja curiosa, mas não é a primeira vez que o assunto é abordado.

Principalmente se você já acompanha outras produções orientais, é possível já ter visto outros títulos semelhantes. Three Time, do diretor taiwanês Hou Hsiao-hsien, e Mountains May Depart, do cineasta chinês Jia Zhangke, são títulos que se assemelham.

Cities of Last Things
Cities of Last Things

Cities of Last Things

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Mesmo assim, Cities of Last Things consegue diferenciar na trama em sua totalidade. Foi esse diferencial que fez com que Wi Ding Ho fosse premiado no Festival de Toronto.

O filme traz uma história contada em ordem cronológica inversa. Nela, um homem com um passado complicado, se vinga daqueles que o haviam prejudicado décadas antes.

De origem Taiwanesa, o filme vai do futuro para o passado para refazer a existência de um homem. Porém, tudo gira em função de seu relacionamento com diversas mulheres em várias fases de sua vida.

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A história é apresentada em três partes. Filmes assim, já foram vistos, porém aqui a história é apresentada de ordem cronológica. Por isso, memórias, nostalgia e a raiz de ou fonte de várias decisões são explorados.

O primeiro ato de

A primeira parte realmente é algo esmagador. Ambientado no inverno de 2056, em Taipei, Zhang Dong Ling entra em um salão onde está acontecendo um competição. Sem pensar muito, ele provoca uma situação constrangedora, com sua, tecnicamente, esposa. Uma vez que, ele se recusa a divorciar por um incidente ocorrido anos antes.

Neste mesmo ato, vemos o homem visitar sua filha distante que está prestes a se mudar. Também visita uma prostituta estrangeira, que parece lembrá-lo de alguém que ele conhecia. A cena mais cruel e incriminadora, no entanto, envolve a visita de Zhang a um hospital. Lá, ele estabelece uma trilha com um velho conhecido de uma maneira muito brutal.

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Para quem assiste esse ato, pode parecer um pouco sem sentido, justamente pelo cronologia inversa.

Isso dá ao público mais tempo para considerar a visão sombria e distópica do filme sobre o futuro, onde a vigilância completa se tornou o novo normal. Todo mundo tem um chip implantado em seu pulso que inclui uma câmera. Então, existe a possibilidade de monitorar o que todo mundo está fazendo a qualquer momento.

Ver essa primeira meia hora parece um pouco com a maneira como a polícia pode se aproximar de uma cena de crime. Sem ter qualquer noção dos personagens ou de seus motivos, embora eles se tornem mais claros.

O segundo ato

A segunda parte, mais ou menos no presente, mostra um jovem Zhang Dong Ling (agora interpretado por Hong-Chi Lee). Ele descobre algo sobre Yu Fang (Huang Lu) e um colega mais velho dele que o assustará para sempre.

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A segunda parte fornece a maior visão sobre Zhang como um adulto e onde muitos dos seus problemas podem estar vindo. Apesar de Grinberg e Lee terem pouca química, o peso masculino oferece uma performance adequadamente intensa.

O último ato de Cities of Last Things

Já no último ato, e portanto, a mais antiga, finalmente lança alguma luz sobre a infância e o passado de Zhang. Nela entendemos o que fez com que Zhang ficasse tão frio e agisse como o faz.

Afinal,  vale a pena assistir Cities of Last Things ?

Confuso e complexo, o filme fica ainda mais difícil de entender pelo fato de que, aparentemente o diretor não consegue conectar os três pontos da história. Pelo menos, não na primeira vez que assiste o filme.

As duas primeiras partes são grandemente confusas, e parecem muito mais ser cenas avulsas do que ligadas ao resto da trama. Porém, quem desistir do longa até ver o final, certamente se arrependerá.

Somente no final, há absolutamente um sentido que o personagem toma em toda uma vida.

Nota do editor: 3,5/5

Assista um trailer:

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